Resenha #76 - Na Ilha (Tracey Garvis Graves)

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Título original: On the Island
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Tradução: Maria Carmelita Dias
Páginas: 288



Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.


Na Ilha era um livro que eu tinha bastante vontade de ler, pois já tinha visto vários elogios sobre a obra, mas ainda assim conseguiu me surpreender e ser diferente do que eu imaginava. A sinopse já resume bem a história, então recomendo que leiam antes de continuar a leitura dessa resenha (dando um tempinho para vocês lerem, tic tac).

Nesse livro iremos acompanhar a luta de Anna e T.J. Callahan pela sobrevivência depois que o hidroavião em que eles estavam cai em uma das inúmeras ilhas das Maldivas. Quando eu comecei a leitura, eu imaginava algo mais monótono, devido a história se passar em apenas um local e com apenas dois personagens, mas me enganei completamente. Eu consegui sentir as emoções dos personagens, e ainda mais, eu vivi com eles a fome, a sede, os diferentes contratempos que viver em uma ilha inabitada pode oferecer, a tristeza e a saudade. Também compartilhei as pequenas alegrias, como conseguir algo diferente para comer depois de tantos dias comendo a mesma coisa, ou a recuperação de seus pertences. 

Os capítulos são curtos e intercalados, narrados pelos dois. A escolha em narrar em primeira pessoa foi providencial para tamanha conexão que eu senti com os personagens. A medida que vemos a luta pela sobrevivência deles na ilha, podemos perceber que os sentimentos de um pelo outro estão começando a mudar, e também podemos conhecer mais sobre o passado deles, como o relacionamento da Anna que não evolui ou o câncer em remissão de T.J..

Gostei muito da forma como o romance foi conduzido. Juro que imaginava ela seduzindo o T.J. e querendo ou não, essa diferença de idade deles a princípio me incomodava. Mas a autora faz tudo parecer tão natural, tão certo e não temos como julgá-los. Afinal, eles passam por cada situação difícil, tendo apenas um ao outro como forma de apoio e segurança. O relacionamento foi bem desenvolvido e me fez torcer por ele, para permanecer firme e não se abalar diante do julgamento das pessoas, caso um dia eles saíssem daquela ilha. 

Ambos os personagens são fortes, determinados e nunca desistiram. A esperança de um dia serem resgatados, por mais que as vezes quisesse sumir, sempre permaneceu presente. São personagens guerreiros, e a cada situação que eles passavam, eu tentava me colocar no lugar deles, mas acho que eu não sobreviveria nem ao primeiro dia. A medida que os dias, semanas e meses se passavam, podemos perceber um amadurecimento dos personagens, tanto fisicamente, quanto mentalmente. É muito interessante ver como eles acabam enfrentando todas as adversidades e aos poucos fazem daquela ilha um lugar deles.

Como eu disse ali em cima, a narrativa é feita em primeira pessoa pelos dois personagens, os capítulos são curtos, o que ajuda na maior fluidez na narrativa. Encontrei poucos erros de revisão, mas nada que atrapalhasse na leitura. A diagramação é simples, e por mim, a fonte poderia ser apenas um pouco maior. 

Será que eles saem dessa ilha? E caso saíam, eles serão julgados pela sociedade por seu amor, devido a diferença de idade entre eles? Para saber essas respostas, não deixem de ler e mergulhar nessa aventura. Na Ilha é um livro sobre amor, e sobretudo, esperança.



Livro lido para o Desafio I Dare You 2016. Tema de Janeiro (livro de verão)





Desafio de Leitura #12mesesdePoe

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Oi gente, tudo bem com vocês?

Hoje eu vim trazer para vocês um projeto/desafio bem diferente do que eu estou acostumada, mas decidi participar. Trata-se do Desafio de Leitura #12mesesdePoe que foi criado pelo blog da Anna Costa e que eu conheci através do blog Uma Vida Literária.


Edgar Allan Poe era poeta, editor, autor, crítico literário e participou do movimento romântico norte-americano e é conhecido por suas obras que envolvem o mistério e o macabro. Ele morreu em 07 de outubro de 1849, com apenas 40 anos de idade. E no último 19 de janeiro seria seu aniversário de 207 anos.

O Desafio #12mesesdePoe consiste em um projeto de leitura coletiva dos contos do autor. Para cada mês foi definido um conto, em que você pode baixar aqui em pdf e depois podemos conversar, discutir sobre eles na página do projeto no facebook ou no blog da Anna Costa. 


Aqui estão os contos que deverão ser lidos a cada mês, mas pode-se ler outras obras. Essa é apenas uma forma de redirecionamento. Para divulgar o projeto pode-se prosseguir das seguintes formas:

- Através da hashtag #12mesesdepoe você pode divulgar suas leituras e encontram outras pessoas lendo também, no Instagram, Twitter ou Facebook. 
- Página do Facebook "12 Meses de Poe"
- Inscreva-se para para receber um lembrete do desafio (aqui)
- No blog da Anna Costa você poderá conferir mensalmente as resenhas de cada história. 


*

Então é isso gente, esse é meu recado de hoje. Eu ainda não sei como vou fazer as postagens, talvez uma breve resenha ou comentário sobre os contos a medida que eu for lendo. Provavelmente o conto referente a esse mês só irá ter a resenha em fevereiro. 

Espero que tenham gostado e sintam-se a vontade para participar também. 

Resenha #75 - Me Abrace Mais Forte (David Levithan)

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Título original: Hold me closer
Editora: Galera Record
Ano: 2015
Tradução: Regiane Winarski
Páginas: 224


Do universo de Will & Will: Um nome, um destino, conheça a história de Tiny Cooper em um fabuloso musical Uma novela musical do universo de Will & Will – um nome, um destino, escrito em parceria com John Green e o primeiro livro juvenil com protagonista gay a figurar na lista do New York Times. Em Me abrace mais forte, o personagem Tiny Cooper, um dos mais carismáticos da trama, disponibiliza o roteiro do musical que acompanha sua trajetória: do berçário até o ensino médio. Com participação especial do fantasma de Oscar Wilde, o roteiro revela os detalhes da vida amorosa de Tiny, seu relacionamento com seus vários ex-namorados, a amizade com a babá lésbica, a relação com os pais e o encontro com o amigo Will Grayson. • Will & Will: Um nome, um destino já chegou a 19ª edição e vendeu mais de 150 mil exemplares. • Me abrace mais forte é um dos livros mais pedidos nas redes sociais da Galera

Quem leu Will & Will sabe o quanto Tiny Cooper é uma personagem importante da história, quase tanto quando aos Will que dão nome ao livro, e sabe o quanto a sua peça "Me Abrace Mais Forte" ocupou boa parte do livro e foi bastante importante ao final do livro. Então, quando eu soube que a Galera Record ia traduzir o roteiro dessa peça nem preciso dizer o quanto fiquei animada e ansiosa para a leitura, não é mesmo!? Não é por menos que esse livro furou fila tão logo eu o ganhei e li em poucas horas.

Me Abrace Mais Forte é realmente um roteiro do musical produzido por Tiny. E como qualquer roteiro, o livro é escrito como um. Nas primeiras páginas uma mensagem de apresentação do Tiny, mostrando como foi para ele escrevê-lo e dando dica para as futuras representações dessa obra, temos lista de personagens, os números musicais do primeiro e do segundo ato. Durante a narrativa, há as indicações de fala, ações e emoções, e durante o roteiro Tiny dá indicações importantes para quem irá produzi-lo.


"Não caia na armadilha de pensar que as pessoas são metades e não partes inteiras."

A história pode ser escrita em forma de roteiro de uma peça musical, mas isso não significa que há perda no conteúdo da história. Achei o livro bastante profundo em sua simplicidade. Através da história da vida de Tiny, desde seu nascimento e passando por seus 18 ex-namorados, vemos passagens sobre aceitação, autodescoberta, como lidar com o preconceito, como assumir aos pais e amigos, sobre a religião, e muitas outras mensagens importantes, que qualquer um pode se identificar. Como os demais livros do autor, ele traz através de vários quotes incríveis, pontos para refletir. Além disso, é um livro sobre amor e amizade, e a busca de ser você mesmo.


"É sempre mais fácil culpar os outros por nos impedirem de fazer alguma coisa. Mas às vezes a única pessoa que nos impede... bem... somos nós mesmos."

O humor do livro é incrível, tornando a leitura ainda mais fluída, tudo pela ótica egocentricamente cômica do Tiny. Há momentos em que ele contracena com Will, com seus pais, com o time de futebol do colégio, com a sua babá lésbica, e até com o fantasma de Oscar Wilde. Mas o que me ganhou nesse livro com certeza foram as músicas, as letras são brilhantes, profundas, mas não perdendo a irreverência. 

E se você gosta de referências, nesse livro há muitas. Harry Potter, High School Musical, O Rei Leão, Doctor Who são apenas algumas de uma longa lista... e sempre há um contexto em que elas estão inseridas. 


"Essa é a grande questão sobre a vida e o amor: todas as vezes que você dá outra olhada, tem mais uma coisa que pode ser revisada.

A diagramação está simples, mas muito bem feita. Há indicações das falas, das ações dos personagens, mas em alguns momentos eu fiquei um pouco confusa em quando era um diálogo ou parte da apresentação musical. As páginas são brancas, mas não atrapalha a leitura, pois as páginas são grossas, e a narrativa é tão fluída que isso torna-se apenas um pequeno detalhe. A revisão está ótima, e como sempre a tradução da Regiane está excelente. A capa é simples, mas muito bonita e não poderia combinar mais com o jeito do Tiny.

Recomendo o livro a todos que leram e amaram Will & Will, mas nada impede a leitura se você não o leu. O livro consegue nos passar de uma forma leve temas bastante importantes e que sempre precisam ser trabalhados e discutidos. 

Afinal, o que é a vida senão uma série de momentos barulhentos e tranquilos com um pouco de música no meio? O que eu quero dizer é: antes que você monte uma produção de Me abrace mais forte, seja no auditório da sua escola de ensino médio ou na Broadway , é importante perceber que a verdade às vezes é silenciosa... e outras vezes tão barulhenta e espetacular. Você nem sempre pode escolher a forma que ela assume. 



Livro lido para o Desafio I Dare You 2016. Tema de Janeiro (ganhou do amigo) 



[Divulgação] Booktube Valentina

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Oi gente linda, tudo bem?

Hoje trago para vocês uma novidade da Editora Valentina. Em 2016 a editora decidiu investir mais no Canal do Youtube da editora (aqui). Em parceria com a Belle Hendges (link do canal aqui) e também blogueiro do Devorada de Livros.

Todo mês haverá haverá dois vídeos no canais da editora, sendo um deles um Top 5 votado pelos leitores. O primeiro tema do ano já está aberto para a votação e você pode conferir clicando aqui.


Nesse primeiro vídeo, a Belle apresenta como será o projeto e fala um pouco sobre todos os livros da editora Valentina que foram publicados em 2015. Não deixem de conferir!



Resenha #74 - Lexus: O Despertar da Escuridão (Paulo Henrique Bragança)

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Editora: Arwen
Ano: 2015
Páginas: 156



Na cidade de Campos Elíseos, onde todas as condições de vida eram ideais, houve uma catástrofe de proporções inimagináveis. Tomados pelo terror, a verdadeira face da humanidade se revela — fria e cruel.

Bianca, uma adolescente comum, jamais imaginaria que faria parte da história. Jamais iria supor que ela seria a esperança para a cura da raça humana. Numa aventura cheia de perdas e de descobertas, só existe um objetivo: sobreviver.

E-book cedido em parceria com a Editora Arwen para resenha



Lexus foi a minha última leitura de 2015, entretanto, eu só tive tempo de trazer a resenha para vocês agora. Na cidade de Campos Elísios, onde se passa nossa história, vemos uma cidade autossuficiente, exemplo de hegemonia, com educação e saúde de excelente nível. Com um grande potencial científico e cujo principal símbolo é a Torre Central do laboratório Lexus, onde são feitas as maiores descobertas científicas.

Entretanto, em um determinado dia o símbolo de poder dessa cidade sucumbe e então começa uma verdadeira luta pela sobrevivência. Acompanhamos nossa protagonista Bianca lutando para salvar sua vida e a de seus amigos, familiares e conhecidos, após a catástrofe que toma a cidade e vemos que em meio a situações adversas, a face mais cruel do ser humano é revelada.

Quem me conhece sabe como eu gosto de enredos pós-apocalíptico, cidades destruídas e uma corrida pela sobrevivência, e Lexus teve todos esses pontos para eu gostar da história. Entretanto, eu não consegui me conectar com a trama. Começando pela protagonista, ela não conseguiu me envolver, não consegui me conectar com ela, não consegui sentir a determinação dela em vencer os obstáculos, e em muitas vezes eu achava ela egoísta, só pensando no seu bem estar. Tudo bem, eu entendo as perdas que ela sofreu e a forma como ela agiu em determinadas situações, mas eu esperaria mais dela. Outra coisa que me incomodou foi o desenvolvimento da história, esperava um final diferente, para mim a forma como o autor concluiu tudo foi muito "fácil", por assim dizer. Não dá para dizer como foi porque seria spoiler, mas eu esperava algo um pouco mais elaborado. 

Entretanto, o livro teve alguns pontos positivos, a começar pela personagem secundária Fernanda, namorada do irmão da Bia, o Lucas. Achei ela a personagem mais corajosa do livro, inteligente, determinada e sempre pronta a mostrar uma nova habilidade que garantiu a sua segurança e dos outros. Com certeza me apeguei, e assim posso dizer que não curti muito o que aconteceu com ela, embora tenha entendido. A narrativa do autor também é bastante fluída, dá para ler em poucas horas, e mesmo eu não tendo gostado do desenvolvimento que o livro tomou, eu não quis largá-lo, pois a história me prendeu e eu só não terminei de ler no mesmo dia, porque precisava dormir.

As descrições são ótimas, o Paulo não poupa em nada os detalhes. As descrições dos locais e da população após a catástrofe são bem escritas, e você consegue visualizar a cena em sua mente, algumas chegam a ser assustadoras. Aviso a quem tem um estômago mais fraco com cenas fortes para ler com moderação.

Lexus também trás uma poderosa crítica social. Aos mostrar os principais motivos por trás da catástrofe que aconteceu em Campos Elíseos, ele nos faz perceber até em que ponto a ganância pode chegar, como o desejo desenfreado por mais pode ser destrutivo. Ele também apresenta uma grande crítica a forma como alguns governos lidam com situações de terrorismo, pensando apenas na forma como essa situação pode ser vista de fora e as consequências disso, mas prejudicando toda uma população. E por fim, a história nos mostra como o ser humano pode mostrar seu lado mais cruel em situações desesperadas. Não cheguei a sentir a centelha de esperança que a sinopse nos propõe e o final não deu a entender se terá uma continuação ou não.

Como eu li em e-book não posso falar da diagramação como um todo. Mas como os parceiros recebem a versão já oficial, posso garantir que está muito bonito, com detalhes nas páginas que remetem a sangue. Encontrei alguns erros de revisão, mas não sei se estará concertado na versão impressa.

Enfim, Lexus não foi uma leitura que funcionou para mim, mas possui pontos positivos, como a narrativa fluída e uma forte crítica social. É uma história que mostra uma forte luta pela sobrevivência. Se a história lhe interessou, não deixem de lê-la apenas por causa de minha resenha, lembrando que essa é apenas a minha opinião, e pode ser que agrade mais a você do que a mim.









[Divulgação] Lançamento Editora Valentina - Nós Para Sempre

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Oi gente, tudo bem com vocês?

Hoje eu trago o primeiro post de divulgação de lançamentos da Editora Valentina, o livro Nós Para Sempre, último livro da trilogia Forever, escrita pela autora Sandi Lynn. Atenção, a sinopse pode conter spoiler dos livros anteriores.



Realizando um sonho que ambos acreditavam ser impossível, Ellery e Connor agora são três: chegou Julia, que nasceu para ser a grande alegria dos pais. Quando tudo corre bem para a nova família – Connor está prestes a ampliar a Black Enterprises e Ellery é convidada a expor na inauguração de uma galeria em Chicago –, duas bombas explodem na sua vida: Ashlyn acusa Connor no tribunal de tê-la torturado psicologicamente e arruinado sua sanidade, ameaçando destruir a reputação dele para sempre. Furiosa, Ellery resolve ter uma “conversinha” com Ashlyn – naturalmente, sem contar nada a Connor. E quando ela começa a receber torpedos indecentes de um homem misterioso, é a vez de Connor ficar uma fera e tentar resolver o assunto “à sua maneira” – e o resultado é a crise mais grave que o casamento dos dois já enfrentou.


Sobre a autora:



Nascida e criada nos Estados Unidos, Sandi Lynn sempre sonhou em ser escritora em tempo integral. Ganhou seu primeiro prêmio como jovem autora na escola primária, e em 2006 escreveu e autopublicou a trilogia FOREVER, best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Ela passa os dias curtindo a companhia das três filhas adolescentes e escrevendo histórias românticas. Nas horas vagas, gosta de escrever poesia, jantar fora e ir ao cinema. Saiba mais sobre a autora em www.authorsandilynn.com.









Resenha #73 - Almanegra (Jodi Meadows)

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Título original: Asunder
Série: Incarnate #2
Editora: Valentina
Ano: 2015
Tradução: Bruna Hartstein
Páginas: 336

Essa resenha NÃO contém spoiler desse livro ou do primeiro livro da série. Mas se ainda não leu o anterior, recomendo que pule a sinopse.



Ana sempre foi a única. Marginalizada. Apartada. E, para piorar, após o Escurecimento do Templo causado por seu pai, vários cidadãos de Heart a culpam pela perda definitiva de algumas almas, as almasnegras — e pelas almasnovas que nascerão em seu lugar. SOMBRAS Muitos temem a presença de Ana, um lembrete constante das mudanças irreversíveis. E quando as sílfides começam a se comportar de maneira diferente em relação a ela, Ana terá que aprender não apenas a se defender como àqueles que não podem fazer isso por si mesmos. AMOR Ana aprendeu desde cedo que os sem-alma não podem amar. Mas, e as almasnovas? Mais do que tudo, ela deseja ter a chance de viver e amar como qualquer outro cidadão de Heart, porém mesmo depois de Sam declarar seus mais profundos sentimentos, será que ela conseguirá superar uma vida inteira de rejeição e aceitar o amor? Almanegra explora a beleza e as profundezas sombrias da alma, numa história que é ao mesmo tempo um romance épico e uma fantasia cativante.

Livro enviado em parceria com a Editora Valentina para resenha


Almanegra é o segundo volume da trilogia Incarnate de Jodi Meadows.Não dá para falar muito do enredo sem acabar soltando spoiler desse ou do primeiro livro, mas em Almanegra veremos Ana tentando lidar com as consequências dos último eventos ocorridos em Almanova. A vida a que os moradores de Heart estavam acostumados já não é mais a mesma, e eles terão que aprender a lidar com as mudanças. Entretanto, isso não será uma tarefa muito fácil. 

Nesse segundo volume conseguimos entender um pouco melhor como Ana surgiu, uma Almanova (alguém que não não reencarnou nos últimos cinco mil anos), como aconteceu o último evento do livro anterior, e saberemos um pouco sobre os mistérios escondidos atrás do templo de Heart e o ser superior Janan. O livro é envolto em mistérios e novas descobertas. Ao contrário do primeiro livro, gostei bastante das explicações que foram dadas nesse segundo volume. 

Se Ana já não era muito aceita no primeiro livro pelo fato de ter tomado a vida de uma alma antiga, não permitindo que essa renascesse, em Almanegra a situação é ainda mais grave. Ana é culpada por essa nova situação que a cidade está vivendo. Ela sofre agressões físicas e verbais e se verá em uma missão de não apenas ter que proteger a si mesma, mas outras pessoas também. Esse livro é um exemplo de como as pessoas lidam com aquilo que não compreendem: a violência, a intolerância, o ódio, está tudo presente nesse volume. E algumas situações foram tão extremas que pareceu que eu estava sofrendo tudo aquilo. 

Ana continua sendo uma personagem forte e determinada, e agora percebemos como ela se preocupa com os outros. Se no primeiro livro ela queria descobrir quem ela era, nesse segundo volume, ela terá que lidar com as consequências de ser quem ela é. Ela é verdadeira. Ela ainda possui dificuldade de confiar nos outros, mas isso já não me irrita mais, e é muito bom ela aprendendo a confiar em outras pessoas e fazendo amizades.

O Sam continua aquele amorzinho do primeiro livro, sempre disposto a seguir Ana para onde ela for e a defendê-la de todas as formas. Entretanto, nesse livro eu achei ele um pouco mais fechado, mais introspectivo. Ele revela seus verdadeiros sentimentos pela Ana, mas ela ainda tem um pouco de dificuldade de lidar com eles. O romance entre os dois ainda existe, mas ele sofreu uma estagnada diante de tudo o que está acontecendo. Há uma cena em que ele mostra o seu lado mais vulnerável e que na realidade foi umas das partes mais difíceis do livro para mim.

Os personagens secundários continuam sendo bem desenvolvidos, e há um novo personagem que me conquistou totalmente e estou muito curiosa para saber o destino dele no próximo livro. A narrativa segue o mesmo ritmo do anterior, em primeira pessoa, continuamos acompanhando as descobertas de Ana pelo seu ponto de vista. Aprendemos mais sobre a estrutura de Heart e sobre o processo de reencarnação das almas. E como eu disse na resenha do primeiro livro, e relembro aqui, pois sei que tem gente que não curte muito o assunto de reencarnação, o livro é puramente de fantasia, a visão da reencarnação aqui não está relacionada com religião, embora os habitantes de Heart acreditem em um ser superior.

A diagramação segue o padrão do primeiro livro, mas em vez da borboleta a cada início de capítulos veremos agora uma flor, que terá um simbolismo bem importante em várias passagens do livro. A revisão está ótima, não lembro de ter encontrado erros de revisão. A narrativa da autora continua fluída e bem envolvente.



Almanegra é um livro que mostra principalmente sobre como lidar com as diferenças, sobre a força de ser você mesma apesar de todas as dificuldades. Apesar do final não ter sido eletrizante, me deixou bem curiosa para saber o desfecho em Infinita, é uma fantasia bem construída e envolvente.  






Livros Que Já Li - 2016

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1. Joyland - Stephen King 
2. Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo - David Levithan e Rachel Cohn
3. Almanegra (Incarnate #2) - Jodi Meadows
4. Me Abrace Mais Forte - David Levithan
5. Na Ilha - Tracey Garvis Graves
6. Picta Mundi - Gleice Couto
7. Quebra de Confiança (Myron Bolitar #1) - Harlan Coben
8. Desejo e Honra - Tatiane Durães
9. O Que Há de Estranho em Mim - Gayle Forman



10. A Cidade Murada - Ryan Graudin
11. Travessia (Matched #2) - Ally Condie
12. O Projeto Rosie - Graeme Simsion
13. Jogada Mortal (Myron Bolitar #2) - Harlan Coben
14. O Sol Perdido (As Lendas de Illusa #1) - Luiz Henrique Mazzaron
15. Beleza Perdida - Amy Harmon 
16. Doce Entrega (Sweet #1) - Maya Banks



17. Malícias e Delícias (Chocosex #1) - Tara Sivec
18. O Lago Negro (Série Lago Negro #1) - Juliana Daglio
19. Sem Deixar Rastros (Myron Bolitar #3) - Harlan Coben
20. Um Caso Perdido (Hopeless #1 - Colleen Hoover
21. Não Olhe! (Trilogia Não Pare #2) - FML Pepper



22. Infinita (Incarnate #3) - Jodi Meadows
23. Pseudônimo Mr. Queen - Loraine Pivatto 
24. Tempestades de Sangue (Trilogia Fortaleza Negra #2) - Kel Costa 
25. A Fada Madrinha - Kate Willians



26. Ladrão de Almas (Trilogia Taker #1) - Alma Katsu
27. Quatro (Trilogia Divergente #0.1) - Veronica Roth
29. Isla e o Final Feliz (Anna, Lola e Isla #3) - Stephanie Perkins 










TAG #24: Você é um bom leitor, Charlie Brown?

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Oi gente linda, tudo bem com vocês?

Ando um pouco sumida, não é mesmo!? Mas janeiro é um mês meio complicado, porque está no fim do período da faculdade (é, isso mesmo, o final dele) e tenho ficado enrolada nas leituras e nas publicações. Mas logo volto ao normal.


Hoje eu trouxe uma TAG bem divertida para vocês. Ela foi criada pela Juliana do blog Oh Querida Valentina! e ela me marcou para responder. A TAG é em homenagem ao 65 anos de Peanuts! E como eu assistia muito Charlie Brown Jr. quando era criança e como logo vai ter o filme, achei bem legal trazer para vocês. 

O objetivo é dizer alguns livros que combinem com as características dos personagens do desenho.



"Que Puxa!" - Um livro que fracassei na leitura

Garota Exemplar (Gillian Flynn) - Eu estava bem interessada na leitura desse livro, pois eu gosto bastante de suspense, mas esse não funcionou. A leitura é arrastada, os personagens são chatos e acabei abandonando na metade do livro.



Beagle Inteligente! - Um livro que transmite inteligência

Perdido em Marte (Andy Weir) - O personagem principal Mark Watney é muito inteligente, e mesmo em uma situação extremamente complicada nunca desistiu. O livro é cheio de termos técnicos, mas muito bom.



Alegre com um toque de "preguicinha" - Um livro de bem com a vida

Azar o Seu! (Carol Sabar) - Ém um chick-lit rápido de ser lido, com personagens muito bem construídos e extremamente divertido. Resenha



Fui desafiado por Lucy! - Um livro que você leu através de um desafio, clube de leitura ou maratona

Almanova (Jodi Meadows) - Fui desafiada pelo Alisson do blog Re.view no projeto "Tá na Estante, Não Leu! Seu amigo escolheu." que foi organizado pela Ju do Literata. Foi uma ótima leitura, amei o mundo fantástico que a autora escolheu, seus personagens e como ela abordou o tema da reencarnação. Já terminei a leitura do segundo volume da trilogia e em breve terá resenha para vocês. Resenha



Humor é o meu lema! - Um livro que rendeu boas risadas

Perdida (Carina Rissi) - Adoro o humor da autora, e em Perdida e Encontrada a Sofia é ótima, fico rindo muito com ela e suas tentativas de se adaptar ao século XIX. 



Nerd sou, Nerd serei! - Um livro do mundo nerd

Não tenho nenhum livro para colocar nesse quesito, não curto muito esse estilo de narrativa. Mas uma personagem nerd que eu amo é a Hermione Granger.



Bethoven - Um livro com um toque intelectual e sofisticado

Gente, não estou lembrada de nenhum livro assim.



Cobertor companheiro! - Um livro que você não quis largar mais

Mar da Tranquilidade (Katja Millay) - Não sou muito fã de New Adult, mas esse livro é delicioso, com personagens tão bem construídos. É um dos meus queridinhos e preciso reler. Resenha



Tentei e tentei - Um livro que tentei tirar da prateleira mais de três vezes

Entrevista Com o Vampiro (Anne Rice) - Esse livro foi o primeiro sorteado na minha TBR Book Jar no ano passado, coloquei ele em vários desafios e maratonas, coloquei ele numa lista de livros para ler em 2015, mas não deu... as vezes eu comecei, mas não consegui continuar. Entretanto, é um livro que eu quero muito ler e desse ano não passa.



Mix de Emoções - Um livro que te fez rir, chorar, ficar com raiva, dó ou outros sentimentos possíveis 

Dois Garotos Se Beijando (David Levithan) - Senti várias emoções com esse livro, foi um dos meus preferidos do ano passado e com certeza o melhor do autor. Nunca torci tanto pelos personagens, fiquei com dó dos narradores, chorei, sorri, e tudo o mais.



Então é isso, espero que tenham gostado da TAG e das minhas respostas. Já leram algum desses livros? Tem vontade de ler? Não vou marcar ninguém, mas sintam-se a vontade, só não se esqueça de dar os créditos. 










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